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Piloto Carlos Carvalho curtindo "de lado" a curva 1 da Granja Viana durante a 6ª etapa de 2009.

 

Automobilismo é uma paixão quase impossível. Coisa para maluco mesmo.
Apenas um seleto grupo se destaca neste esporte e atinge o seu patamar mais alto, a quase inatingível Formula 1.
Na base desta pirâmide há o amadorismo, que com suas provas de kart e automobilismo de terra ou provas regionais ajudam a difundir a prática desde que é o mais viciante de todos os esportes.
Você pode me perguntar: "Mas e o futebol? Não é viciante"
Eu respondo: Ah é diferente, o admirador de futebol é movido por outros sentimentos, o coletivo, a torcida, o evento. O automobilismo é diferente, transcende as linhas do que se pode ver, assistir e sentir. Ele dá liberdade para teorias, envolve milhões de variáveis, desperta curiosidades, milhões de pessoas participam, fornecem, colhem, vivem. Em resumo, automobilismo é uma ciência complexa.
Por tratar-se de algo inexato e tão fabuloso, as discussões em torno do automobilismo são enormes, seu protagonistas debatem por semanas, meses, anos e até por décadas. O motivos de tanto papo pode ser qualquer detalhezinho que, aos olhos de quem não é "maluco" por corridas, jamais compreenderá.
É algo mágico.
Costuma acontecer com algumas pessoas que não gostam de corridas e só as acompanham, chegando até mesmo a esboçar algumas palavras, durante o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1. Só acompanham para saber se há algum brasileiro na disputa e para criticarem alguns (vide Rubens Barrichello).
A emoção de contornar uma curva flat (pé em baixo), de ultrapassar na frenagem ou de correr na chuva só pode ser sentida com toda plenitude por quem "é do ramo".
Correr de kart amador é isso, é "ser do ramo". Sentir o automobilismo nem que seja por 30 minutos num kart com míseros 13HP, 6,5HP ou 9HP, viver aquilo tudo, o cheiro de combustível, os retardatários, os erros de tangências, as fritadas de pneus, as discussões pós corridas, os "pégas", a emoção a flor da pele na largada.
Talvez muitos não acompanhem corridas de outras categorias, mas mesmo assim através do kart amador conseguem "ser do ramo".

E você? Você é do ramo?

 

Um forte abraço a todos, do ramo ou não.


Danilo Troncoso